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Uma Coleção de Silêncios

  • 25 de jan. de 2025
  • 1 min de leitura

Parece cada vez mais verdadeiro que precisamos de extrema proteção contra todos aqueles que de tão próximos, desejam fervorosamente um mal para ser seu.


Desejo reconhecido, satisfação a toda prova; um dedo apontado tem a força de um canhão defronte as trincheiras da alteridade.


Ao invés da expressão, por segurança e proteção, adaptou-se a procurar a silenciosa estação.


Do quieto do sozinho, aprendeu a amar tudo aquilo que restou, procurando todo farelo que pudesse um dia ser inteiro.


Insuspeita propensão, pois sufocado pelo desespero alheio, passou a respirar tão fundo, que um rescaldo tornou-se seu solo de origem; sem que risadas viessem de ti.


Tudo isso que aqui se projetou, de um longínquo estado de perturbação se alienou, e as partes soltas agora são uma só.


Pelo modo na qual ainda conjuga seus verbos, pouco ou quase nada mudou, em relação a tudo aquilo que precisaria de movimento.


Ainda sentado e com o olhar fixo no horizonte, a espera ansiosa e quase patológica pelo melhor, assusta-o.


Sem que um amanhã possa servir de consolo, sua inadequação estacionou num infinito presente; e que reverbera como desatino, naquele longínquo silêncio que se perdeu.


 
 
 

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