Pessoas Imaginárias, imagens de um mesmo fim
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Com muito mais vezes do que era, passou a ser um tanto quanto atordoante levar consigo uma excessiva combinação de diálogos pouco produtivos, uma diáspora de encontros de baixa intensidade, de baixa progressão.
A linha de produção aqui segue inadvertidamente e sem exageros, um desmontar das relações, das partes que supostamente compõe este encontro vivo.
Num atabalhoado jogo de convencimento, todo artifício parece estar alinhado com a satisfação do que o outro deveria ouvir para afagar seu ego traído, de natureza particularmente alvoroçada e arredia.
Que desastre apontar maturidade onde decai ponto a ponto a sanidade, e todo aquele fardo que se carrega no corpo, era somente o que se tinha, sem mesmo se saber ao certo.
Sem degraus que pudessem servir de apoio, enxergar passou a ser um esforço em vão, do somente olhar pra frente, esquecendo-se do peremptório filtro que peneira tudo a luz da memória.
E sem titubeios no conhecer, já desloca seus afetos para aquela caixa no depósito, esperando que ali permaneçam sem perecer; julgamento torto, dissociativa permissão.
O silêncio parece ter vindo deste barulho, uma cegueira emotiva, e uma boa dose de autoflagelação.
E as porcelanas que na estante pareciam ser sofisticadas e preciosas, somente resistiram pela persistente teimosia para quem o contraditório era o motor de sua insensatez, e nada aqui poderia mudar a natureza, daquilo que a falta, nunca poderá cobrir.
Assim termina como de encontro com seu início, mas sem que haja regeneração ou mesmo uma mera respiração; pois a regressão ali já estava na vestimenta, na impulsividade resguardada, e no caminhar com direção contida, provável fruto de uma flor que nunca desabrochou.




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