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Para todo sempre uma última vista

  • 25 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 26 de ago. de 2024

Não há um grito sequer que possa chamar minha atenção.


Contudo, um sorriso de súbita expressão, com uma envergadura de triste objeção, rompe com toda subtração.


Aquela pressa sem rastro e de poucos olhares

Mas que arrasta uma demora, atrelada a um fantasma que não lhe permite sombrear


Inquieto, persigo sem espera o que me desespera por ser sempre o último a ver


Tudo esfria naquele clima, onde a graciosa veste não pudera franjear um olhar


Mas não coube a mim começar, pois um pesar me agrediu ainda naquela senda, muito antes de quaisquer pulsar


Ao último sempre como primeiro, donde estás ó velida paisagem!


Que vislumbra a quem não podes ter a sua presença.


Quão otimista o simbolista, que ainda indaga sobre um além, sabendo da resposta ainda aquém

Se dou de ombros para alguém, com certeza sabemos a quem


Pois os olhos que buscam, nunca serão aqueles que encontrará.


 
 
 

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