O Cinismo da Absoluta Certeza
- Eduardo Worschech

- 21 de nov. de 2024
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Ao se referir a certeza, o desequilíbrio do absoluto paira por sobre sua mão, que pesa mais que sua torta alma, que conjuga nada menos que o infinito.
Circunscrição deveras estreita para um universo como este, do infinito, que mesmo que pudesse, não seria cercado por nenhum de seus lados; pelas razões óbvias de sua definição.
Ao loteamento com fundos para o lago, a certeza daquilo que se move com fluidez capilarizou seus desatinos, e fez com que sua desordem flanasse por sob o leito de morte, que no seu oposto se manifestou.
Um recorte de dois tesouros, que embrenhou-se mata adentro, e sem caminho demarcado, fez com que gorasse por completo toda a sorte de rumos; que nenhum navegante e seus mapas poderia imaginar.
A fala que confunde seus ditos com os escritos , exaspera-se por contradição; que na sua própria compreensão, desatina.
Olhar de lado, coração ao centro; não acuse quem não sabe de tua gramática, consciência é uma parvoíce dos conceitos, que aliena teu destino, pois expõe a ti como maquinista da parábola única; encruzilhada sem oferenda.
Ao desejo inconteste da derrisão, inconcluso desfecho e repetida admissão; uma saída que nunca deságua, por lenta e despreocupada posição.
Talvez por necessidade ou compulsão, sua continuação reverbera a única e verdadeira condição: a certeza do absoluto antes mesmo do fim.



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