Do Avassalador ao Simplório Branco
- Eduardo Worschech

- 20 de out. de 2024
- 1 min de leitura

Diante da impossibilidade deste convite chegar, adentrei o universo do absoluto pela janela, donde as leis são promulgadas e muitos papéis são arquivados.
Quis de toda maneira dizer a mim mesmo que tudo era possível, e que nem todo corpo celeste se incendeia ao tocar uma atmosfera.
Ao duplo engano, levei muito a sério, e agarrei pelo hemisfério leste o brilho que me tocou; e ele desvaneceu.
Bem sabia que tudo isso refletiria, do violeta ao vermelho, e nada aqui se sustentaria; pois toda chama que lhe chama, é para apenas ficar marcada, num coração que ama.
Como função de exaustiva precisão, cada uma destas escavações permitiram que se plantasse as mais belas flores, das violetas as vermelhas, sem direito a uma genuína fruição.
A conversão das fabulosas matizes de cores, que ao desejo escapa e resvala para todo sempre, com toda pompa e profusão, na sua pura cor, que passa em branco pelo seu autor.
E tudo retorna, ao ilusório ponto de partida, donde se expia, por tudo aquilo que escapa da criação; pois ao absoluto se destina.



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