Aos Fracassos Escolhidos a Contrapelo
- 2 de dez. de 2024
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Ao domingo de guarda, para todo aquele que passou no mesmo guichê familiar e que pôs de molho sua vontade; achou estar de certo modo resguardado, de mãos limpas ao lavar.
Subjugado por si e mais ninguém, seu dedo apontava naturalmente a sua frente, a todo aquele que sua adequação não alcançou.
Ao sublime alheio, um erro para mim; dor infligida em meu caráter, do fracasso que escolhi.
Tateio assim as cordas vocais a um precioso tempo, e esta amplidão somente agora se animou; não para dizeres de razão que possa haver, mas os disparates em bom tom que não deveriam ter.
Não percebo assim o quanto tropeço, pois a dor do mancar faz de mim quem sou, e assim continuarei a culpar todo aquele que me fez olhar.
Um sorriso largo e uma alegria estridente, mote perfeito para esta destreza em odiar, ensinada de mãe pra filho; sinal de quanto amor pode se faltar.
Simplesmente preto e branco, tão simplório quanto minha tristeza, que põe na mesa para servi-la a quem quiser, e é com precisão que ela chega em todo coração.
Sem o mérito da desfaçatez, pois brilhante são todas minhas escolhas; escolho por ti em meu consciente, esperando que a sabedoria lhe alcance, daqui onde a deixei em minha fonte.
Quão falte imaginação, as violências que sofri não me dão o direito de tê-las, por isso os fracassos me agradam e com eles me regozijo.
Estouro assim meus dentes em minhas fotos, buscando aplacar está gengivite, que sobe ali pelos nervos de minha face, para cair logo ali naquele lamaçal.
Como deve ser difícil acordar e saber que uma hora devo dormir, e que ainda tenho muitos ciclos a cumprir, nesta esvaziada relação que estabeleci, desde sempre, com este ti.



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