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Aos Brutos que Ensaiam Estar

  • 3 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Com exaustiva predileção, muitos passos sempre estão ali em seu rol de existência; aprendeu sem quaisquer tutor que a dor faz um sujeito como a todo; espécie de ego que idolatra uma real vertigem pelo que acredita ser a simples explicação de viver.


Um par de vezes saiu pela porta de maneira temporária, mas não sem culpa, pois a rua foi seu guia, que mais branco do que véu de noite enegreceu.


Retornou sem fôlego e com um toque que não combina com nenhum relógio, mesmo que as máquinas o agradem, sem ter tento de que quem constrói tem um coração.


E por falar em músculo, a força bruta deixou tudo por um fim de semana, que para tocar seus ouvidos com grito, esqueceu que a divergência pode ser curada com uma dose de exposição.

Indolente condição


que faz de ti predisposição

pra enfrentar toda situação

que possa lhe tirar de sua mansidão.


A mais agressiva manifestação é lhe familiar em seu bojo, extermina qualquer modo de convivência, instaura e contamina de dentro as possibilidades de superação; pois é em si mesma uma prisão construída com as grades mais fortes que poderiam haver.


Ao sustento, um ego em fantasia satisfeito, cala-se como se a razão do mundo fosse sua companheira; mas lá no fundo do porão não cala um ruído, que lembra a seu silêncio, que estultícia é seu nome do meio.


Nada em absoluto pode preparar quem quer que seja para enfrentar, pois é o confronto a sina daquele que passa defronte esta dissonância subjetiva, persona em decomposição, encenação de tudo aquilo que deveria evitar.


Dedo em riste, ódio a tiracolo, a gravidade de sua personalidade se irmana ao peso de seu ressentimento, que reverbera para além da alma. Encorpado, estereótipo do mal amado, que rouba com a dor o néctar da flor.


Parafraseando aquele autor, o sujeito brutalizado sente a sanha de também brutalizar; pois sem essência, o que se têm em abundância é a mera condição passageira do estar.


E quando as cortinas se abrem, nem com script é possível dar o tom, pois não há como se adequar quem nem aqui na vida parece estar.


 
 
 

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Green Juices

Filosofia, Educação, Arte e Ciência

Eduardo Worschech

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