Vinícius e a Terra de Amoreiras
- 22 de mar. de 2024
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Em toda aquela lista, carregada com todo peso e “ cheios de adeus”, minha face enrubesceu diante do íntimo clamor, que suspeito de errar, guardou pra si um silencioso palpitar.
Defronte a moldura de seus olhos, “cria as esperanças nos olhos meus”, e faz com que por um breve e taciturno momento me coloque em confabulações outras; frutos de minhas inquietações e “que mesmo em face do maior encanto”, nada tenha que possa agora servir de esteio em minha vida.
“Que a saudade não compensa”, pois não é a extinção de uma devoção, mas uma sobreposição de todo calor que se funde no amor; e que baliza todo ser como recompensa.
Não há nada tão aberto que um segredo não possa esconder, “Sem rosa, sem nada”. Nada que possa preocupar quem de simples vive e do mero acaso passa a se sustentar, sem desculpas por não tentar.
“ De repente, não mais que de repente”, cai nas graças sem hesitar, daquele novato que engana ser, e que tem muitas cartas para jogar, sem mesmo saber do que se trata.
Sinto que cada coisa que empresto torna-te minha por procuração, como se “ pela luz dos olhos teus”, toda libidinal propensão antevê os passos que ainda não dei.
Assim, “ o espelho de minha alma multiplica”, reverbera no meu peito e acaba por tornar toda esta experiência uma nova chance de mais uma vez viver.




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