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Quão Fértil um Solo pode Ser

  • há 1 dia
  • 1 min de leitura

 

Poderia ser inaceitável deixar entrar pela porta a iniqua afirmação de que um passo vem depois do outro, se ao solo que se pisa não estivesse em discussão.


Um afoito que tropeça em suas troças, objetaria sobre a direção, importando-se de maneira nula sobre a superfície donde estas, mesmo que com dificuldade ele possa transitar e mesmo, levantar.


Toda fertilidade obedece as leis da exposição, em franca concordância com o glamour da majestica dualidade, entre mundos que se complementam; e não é de fato o verdadeiro locus de transposição, pois a névoa que se consubstancia, gera fossas de desespero.


 E nessa toada a brutalidade do individualismo esvazia a simpatia e substitui este niilismo por sementes estéreis, jazigos a céu aberto, impossibilitando que um coletivo ganhe massa e possa se reproduzir.


Por inefáveis razões, aquilo que se busca colher se esconde por entre raízes profundas, ilhas de subterrânea compleição, e que conflitam pelo pouco que resta, dessa notória escassez.


A insensatez de começar pelas reproduções, meras cópias revisitadas e reformadas, não podem e nem deveriam estar no rol de preocupações, nem mesmo ocupações.


Esta invasão perniciosa, típica sujeição do céu perante a terra, esquece-se dos encontros fantásticos, da imaginativa possibilidade do impossível, e arrasta consigo uma miríade de enigmas, tanto quanto os mistérios de sua decifração.


 A queda então se substância num suplício planejado, obra de dois mundos e um único vestígio a colher.


E ao que nada indica, os subsolos acabam por passar sempre despercebidos, pois, quem se importaria com o lodo que um dia foi também caos.

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 

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Green Juices

Filosofia, Educação, Arte e Ciência

Eduardo Worschech

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