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Um Abraço despreocupado diante da Imensidão do infimamente Pequeno

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Estive a beira do mar recentemente, e me dei conta da desnecessária atenção ao horizonte que se despia diante de mim; não por uma falta de sentido, porém, por um pecaminoso excesso. As ondas que chegavam aos meus pés, não se formaram naquele distante abismo de linha reta, mas nas proximidades de mim mesmo.


Este prelúdio de um dia nublado e de muitos ventos, arrastou uma ambiência poética- estrutural, para que as primeiras folhas pudessem desmoronar daqueles secos galhos.


Defronte a enormidade de um tema tornado objeto, estes meus olhos que enganam, em absoluto relativizam o quanto posso enxergar, pois cada espaço que se abre, são diferentes conchas que o refluxo do mar traz até nós.


De incrível competência, amplidão e retração nunca podem ser erroneamente tidas como uma dialética reversa, de assoreamentos que se acentuam em certos momentos precisos, mas como sobreposições que coexistem desvirtuadamente, em combate severo e finito por mais um dia que se passa.


Passagem infinita, contagem abstrusa; nada como a lua para demarcar peremptoriamente um ciclo que mais se assemelha ao movimento perpétuo do mar, que sem razão ou reflexão, arrasta desenfreadamente um mundo de água e sal; espuma e detritos.


Talvez pelo excesso de metaforizações, muitas foram as narrativas que brotaram deste enuviado fim de tarde, metabolismo acelerado e sem percussão; monotonia que não poderia ser expressa pelos contornos celestes.


Nesta plêiade, porventura falamos somente de outrora, como se ao passado tudo pertencesse. Contudo, o vindouro é aquele determinado, o efeito da maré nas solas dos pés, e que aprofundam toda aquela superfície que me compõe.


Assim, ao mundo natural, a filosofia é que é uma mera abstração, que se arvora a dizer sobre aparências e essências; vislumbrando as brutalidades das estrelas do mar, e aterrorizando as inocências do tubarão martelo.


Descabido pendurar todas essas reverberações, como se as espumas necessárias pudessem ser contidas e exauridas deste tecido emocional, finalmente em confronto direto com quem há de mais puro neste final de tarde de outono.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 

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Green Juices

Filosofia, Educação, Arte e Ciência

Eduardo Worschech

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