Uma ligação crepuscular, de uma fragilidade ascendente
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Um silêncio entrecruzado por falas curtas, obliteradas por falsas desculpas e um pesar carregado por muitas vidas e faltas não corrigidas.
Quando isso ainda era toque, passou a se evitar a íntima verdade da paixão, insistentemente subtraída de quaisquer bem estar duradouro, como se punição fosse.
Se de indulgências alimenta-se sem comedimento, ainda assim busca escavar melindres como suspeitas de si mesma, e despudorada agride sem amanhã vindouro, pois acredita piamente num ciclo de transformações, nas quais seus êxitos já se concluíram.
Não por mera desfaçatez e soberba elevada, que as garantias que foram elencadas pela frenética donzela, eram apenas o resultado de anos de solidão, centenas de exclusões.
Quão era necessária sua perfeita subjugação de si mesma por si, que todos os pesos, pesares e pesadelos recaiam sobre seu espirito.
Ao corpo em exaustão, de explicita medida de proteção, desmantelava consciências, se encarregando de cuidar para que ao mínimo esforço, uma grande desaparição.
Pergunto-me se em algum espaço ou tempo, foi possível e desejável aventar seu banimento nos ciclos de progressão, como se ao limbo fosse destino.
Temo crer que as continuidades perversas, presentes a cada passo, não deixem vestígios palpáveis para seu aprimoramento, pois raramente se limpa debaixo do tapete.
E ao acordar muito cedo e desmaiar tarde demais, infelizmente passou ao largo quaisquer disposição, titubeios que se arrolam com tanta permanência, que tornarem-se doutrina recolhida, neste microcosmo de desilusões assentidas.
E são os tropeços os sinais da recusa ao sentir verdadeiro, receptividade negada e a maldição autoimposta de ouvir somente a si; destinando seus rumos sob o jugo da voz que repete incansavelmente seu próprio julgamento.
De destino inevitável, triste sina que se confirma, os ecos de sua voz reiteram sua plêiade de agruras que se amontoam, e guardadas assim ainda estarão, por debaixo do tapete.




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