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Premeditados desfechos inevitáveis

  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

 

Não havia flores de plástico naquela composição. Com certeza, aquele não era um plano que teria sido concluído, pois sua excelência seria uma trágica contradição.


Nesta comédia de costumes, com todos no centro de uma entediante troca de clichês, estar deitado me colocou em uma situação de eterno privilégio, sem que diferenças pudessem ser avistadas, nesta paisagem de puro delírio.


Abriram uma porta, e sem me convidar a entrar, já estava ali, mesmo sem ter dado um passo que fosse.


Nem ao menos pude recusar, pois não saberia como terminar, diante das antecipadas e implícitas objeções que ali vicejavam, desde a mais precoce concepção.


Como pudermos usar desculpas tão simplórias como guia, emaranhadas e de frágil elaboração, como se não tivéssemos ao alto dos olhos um quadro singular de toda vida.


E este circular deveria causar espanto e admiração, pois de começo e fim ele prontamente figura competência, e elegantemente modelaria o caráter fluido de toda matéria.


A coincidência entre suas metades, que designam crescentes e minguantes, verdadeiramente não dizem sobre distâncias, mas sobre o que não se vê.


Com estas confusas referências, nunca pensou-se como algo único, variações de um mesmo fim. E aqui, caiu-se em desgosto, por sobre esta relva por igual, na qual toda sua morada encontra-se sob esta luz do luar.

 
 
 

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Eduardo Worschech

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