Um Passo atrás, Covardia a frente
- 6 de jan. de 2024
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Naquele dia ensolarado, de portas abertas e de grama verde no parque, olhos que desafiaram a racionalidade a procura do desejo, que de angústia cerrou os dentes, e como aquele labirinto de dimensões peculiares, não houve como encontrar a saída, pois seguiu o mesmo caminho, sempre.
Com lugares que se alternam, pois de singular é todo aquele caso que emerge das dinâmicas duplas, protagonista e coadjuvante; do ruído estridente, convidado pelo impulso , é um monumento vivo de uma expressão de vida exponencial, corpo que se apresenta na escrita.
Um lápis se quebra e com os entraves no manejo, capenga no andar e sem traquejo no falar, se manteve quieto por tempo demais nesta linearidade composicional. Neste silêncio forçado, atado e promovido; foi agredido por aqueles que deveriam celebrar todas aquelas vogais e consoantes; concatenações gramaticais e aquele arrastado fulgurante; quem seríamos sem o andar, falar, jogar e aprender.
Um acalento aconchegante penetrou seu coração, mesmo hesitante por complicação; calejado de mais tratos. Esta nova morada, com porta de entrada, um hall e aquela porta para os fundos; serviu de trânsito, de passagem em sentimentos, que com insistente penitência pagou com mais saídas do que entradas.
Assim, pagando tudo a prestação, com uma dívida contraída por terceiros e paga com cada célula que se multiplicou aceleradamente por si mesma, atrasou sempre em muito suas chegadas; deixadas reiteradamente para os momentos derradeiros, aqueles nas quais as cortinas se abaixam e as portas se trancam.
Na meia luz predominou todo este andar, tateio nas penumbras familiares; enquanto que por toda vista se observava ao anoitecer uma simples lamparina, obstinada luminescência a persistir; pois ainda não chegou a hora de apagar.
Mas se esta chama perdurou por sobre ti, foi porque tentaram assoprar aquele coração por tantas vezes quantas o tempo pode se permitir, inexatidão por localização, prova da fraqueza de pulmão, ânimo por extinguir sem que pudesse ao fulcro vital encontrar, fonte verdadeira de toda força e expressão, de que continua aquele que com amor prevaleceu sobre a morte.
Se por inclusão medíssemos tudo que no círculo quica e cai, quantos dentes sobrariam depois dessa camaçada, frenético e intenso pestanejar; que brilhou pouco antes de queimar.
Sem ver nem enxergar, deixou o tatear para aqueles que sabiam sobre a adequação do espírito mesmo ao mais grosso convalescer; demonstrando para si que a estupidez era sua vizinha mais próxima, dormindo em sua cama e partilhando seu café.
Tudo aquilo que pareceu não compor as ideais descrições pessoais foram detidas, contidas e esmagadas; desejo de aniquilação por paradigma.
Por motivos que sempre desejamos não saber, o silêncio sepulcral ganhou corpo, que ironia com a morte; mal sabe ela que sua foice nem precisa estar afiada, pois esfacelada esta vida já foi.
desço alguns degraus
começo a sentir a podridão
dos clichês e palavras vãs
e uma mescla de disabores
ao ódio que cabe ali
transborda por sobre ti
pois tamanho é o seu ardor
que compartilhado parece amor.
De baixa estatura também é o ninho que se alojou aquele músculo de retenção, inchado com aquele peso do movimento, quis que acabasse mas anteviu uma trajetória vil; sem sinfonia ou memória.
Não se sabe e talvez nunca se saberá porque um nome seja importante, pois para aquele que detém, ele é uma identidade, ao que surrupiou, apenas um fardo para justificar uma ausência.




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