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Sob o Jugo da Mediana

  • 24 de mar. de 2024
  • 1 min de leitura

Uma régua traça uma linha muito próxima ao horizonte, destacando tudo o que debaixo dela deveria estar. Como que por magia, sobre o céu e as estrelas, tudo tornou-se vago e grandiosamente distante.


Neste teto baixo de expectativas, poucas são as trilhas abertas e os rumos na bússola, sobredeterminado por aquele mapa inicial; catástrofe terminal.


Nesta paisagem de pouca tinta e muitos dissabores, não há brilho que se destaque, nem gosto que se discute; pois um único guia carrega a todos por uma longa jornada de único destino.


No acordar e dormir daquele dia, ninguém se senta na janela de sua própria vida, pois desconhece o odor da alegria que aos olhos transparece e desaparece.


Que máquina incrível que a tudo pode sentir e registrar, mas ao muito pouco se estabelece e se concluí; quão afiado foi este fio da navalha, que cortou tudo e a todos por tão longo tempo, que desfez sua própria dimensão.


A curiosidade não matou animal nenhum, pois a exata deixa de sua destreza é que fez com que seus saltos colocam-se o sempre de pé; rastejou foi de fato aquele que sempre manteve-se por debaixo da linha de uma régua que sem números tentou determinar suas vidas.


 
 
 

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Eduardo Worschech

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