Pormenorizar um Literal Universo
- 30 de mar.
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Faz-se acreditar diante do altar benevolente do senso comum, que a respiração é meramente acessória aos plenos pulmões da inspiração.
Devaneio sensato, o que contrária o total nomadismo do pensar, afasta da impessoalidade a flecha que atravessa, e escancara o fatídico domínio que se tem do ordinário.
A escolha imanente, que dispensa quaisquer que sejam os além mundo, também derruba ídolos e em seu lugar encontra-se somente o desterro da poesia.
Como poderia ousar guardar em mim um sopro, como se sua matéria pudesse consubstanciar-se em presbitério, e uma liturgia emergisse magicamente como decisão e afirmação.
Sempre carregado de prestidigitação, o corolário deste almanaque de desvarios literários não consegue objetar a mais simples questão: de que cor é o céu azul diante de ti?
E são inúmeros os planos que se sobrepõe, impedindo que por uma rara disposição, um contorno possa ser feito diante deste ministério, que avança como avalanche de declínios propositais, e sempre lhes falte um guia, de preferência cego.
Claro que a sabedoria sempre mal informada de seus desígnios, faz-nos enjoar perante o inusitado velejar, pois o vento nunca sopra para nos carregar por águas mansas.
E nesta improvável subtração, o essencial ganha forma, numa batalha interminável por cada vez menos ar, talvez mais superficialidades palpáveis e uma delastrada posição.
Essa depuração não é de maneira a ser sem sentido, mas fruto embevecido, que tem em seu brilho a fulgurante revelação de sua aparência aparente, mutatis mutandis.
E todo lastro que ali poderia haver, nunca coube nas exuberantes cores do suspiro da criação.






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