O Triunfo da Graça
- 5 de dez. de 2023
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Lá não muito distante entre uma reta e duas curvas, uma despretensiosa aceitação se sobrepôs a um tempo e um anseio.
Toque que se produziu como som, enarmônica de duas notas e um mesmo som; irreconhecível melodia por aquele que pela solitude precisou se recolher, nomadismo eremítico de tensões superelevadas, onde a ciência e a mística não fazem aqui uma virada; mas muito mais uma morada.
Contudo, com passos leves e toques profundos, usurpado de sua manifestação; quão desejoso da fluidez das palavras, que barradas pela ansiedade não contida, apagou sua visão por todo que foi aquele itinerário.
Aos apetites, vorazes consumidores da vontade humano; sua satisfação é o regresso inglório ao inerte coração, que com sua deficitária e crônica condição, se indispõem com a paixão que a persegue; pois nunca a flecha atravessou por sobre ti.
A sorte, roda beligerante que esmaga quaisquer individualidade, quão combativa é toda esta disputa, que ao amante cabe a sua permanente derrota. A virtude, esta é sempre posta como um aglomerado de objetos, que empilhados por sob a vista, não podem nunca ser vistos em sua plenitude, pois ao fundo toda uma história já estava por ali sendo contada.
De repente, um número é elencado como um favorito, dentre tantos outros naquela lista infinita, que responde ainda mais uma vez a uma vontade que como um pêndulo a balançar, a outra ponta novamente será alcançada em seu testavilhar.
Do tédio que lhe consome, fuga do que não é capaz, visto que sua intuição tripudia sua trilha, colocando fissuras onde se pode ver de fato lírios ao luar. Alaranjado é sua cor, que com uma fratura nada tem de parentesco, em razão da distância com a qual suas essências emergiram da natureza.
Não familiar, contudo próximo; não estejas tão sozinha, pois ninguém quer a ti forte o bastante para não depender, potência atilada ao trabalho; ao desejo ele pode bater em outra porta.
Se a vontade praticada não deixa a todos a vontade, não cabe ao desejoso quaisquer morosidades; já que seu efeito como bem estar é tão prolongado, que se sobrepõe a uma ou duas braçadas na água.
Que daquele bom fez se ótimo, fazer aquilo que nos faz bem afasta todo aquele que do bem não se mantém.
Então, que seja doce quem quer que seja, mas que esteja; pois o coração se ressente porque não senti, que ao verdadeiro amor não pode uma ponte se estabelecer entre os mundos, pois somente o “um” pode chamar-se universo.




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