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O Pastiche Desavergonhado

  • há 13 horas
  • 1 min de leitura

Não é sem aviso que os cuidados que tomamos com uma certa trajetória, mira um alvo em específico, que nunca chega ao seu destino, pois anedoticamente esquecemos de suas condições.

Com um paralelismo imaginativo, nossos passos tocam as nuvens do desejo, mas o que vivenciamos são apenas o chão batida calcinado pela pobreza existencial.


Nesta mescla de antecipação do que virá sem misericórdia e um falso frescor de primavera, toda linha traçada se apaga com tremenda facilidade, assim como a vigília bem mal resolvida nos faz cochilar até o amanhã.


É justo duvidar insistentemente da circularidade dos eventos nas quais somos acometidos cotidianamente, pois nossa visão restrita ao ínfimo de nossa dimensão, nunca permite assentar-se confortavelmente no banquinho do presente.


Aquela poeira nos pés soma-se um pueril olhar enviesado, como aquele sedento por água, que passa a enxergar seu oásis de estimação.


Este vislumbre niilista por fricção, que desgasta por completo o verdadeiro tempo vivido, potencializa também a força inercial que acomoda o corpo cansado pelos excessos de catástrofes que se avolumam em seu passar.


E neste interim massacrado pelo que se foi e por aquilo que não chegou, quaisquer instante transformasse em resquício, indeterminação dessas zonas de tráfego.


E veja que as permanências recorrem a comodidade temporal, extinguindo a necessidade semântica pelos porquês.


Determinados assim por estas barreiras de radical materialidade existencial, o fardo que se inscreve nessa dinâmica de incongruência e fetiche, desloca a todos nós para o interior do universo restrito da solidão do para sempre hoje.


 
 
 

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Filosofia, Educação, Arte e Ciência

Eduardo Worschech

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