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Nada Familiar como a Estranheza da Vida

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

 

 

A sugestão nada simplória de que seria um dever conhecer a ti, e com toda pompa ser reconhecido, colocaria no devido lugar o seríssimo propósito de uma vida.


As concessões, estas caminham quase que sozinhas, tamanho são seu poderio de subjugar os escolhidos, mesmo que os personagens nunca estejam dispostos aos seus papéis.


Nada frívolo a colateral transposição dos parentes que se aninham sem equívoco, pois extraordinário é o hiato de gerações.


Ao que venero, corre pelas fileiras da introspecção, e tropeça na galhofa, sem esquecer da confissão. O eterno, assim como o honesto, nunca esta de fato iluminado; controla tudo, sem saber de nada.


Na sala dos suspensos, a espera é sem privilégios, destino comum dos caprichos matutinos; pois as vésperas nunca denunciam seu passeio, assim como na noite não se vê quem atravessa a porta.


As promessas aqui não precisam vingar, pois todos os constrangimentos acontecem  na mais pura luz do dia, sem que o autor saiba se uma tragédia irá se confabular.


E mesmo com todas as falas do mundo para ti, é um caçoar que se institui; um domínio ainda do fora enquanto dentro.


E o engano mais belo despeja-se sobre ti sem seus véus, enamorado do que ainda resta, de tudo aquilo que se foi e aqui permanecerá.


Sem titubeios, um assombro permeia aquele corredor, como um assopro em um velha fotografia, guardada a memória, não ao cuidado.


Então, verga-se para manusear a triste sina que se deposita tão sorrateira e precocemente, sem entender de que tudo aquilo vale.


E desta língua muito falada e pouco ouvida, adentrasse com severa altivez ao palácio da arrogância e estupidez, como se estranhasse sua familiaridade.


E na persona que se monta, toda troca é somente uma repetição de confusas simetrias, cadafalsos já abertos; sem contar com tudo aquilo que virá como dívida desses tempos que se remontam.


O tonto que agora gira por sob o transe da repetição, é o tolo auspicioso que aventa voar por sobre os algures que agora se avolumam.


E a febre que se anuncia na mais longa e fria manhã do desterro, subtrai a vital sanidade na mesma proporção em que o pastiche se acomoda confortavelmente em seu lugar.


E é ali que todo personagem quer ser protagonista de sua própria vida, e ao mundo cabe a coadjuvância de sua genialidade, testemunhas da plausibilidade daquilo que não é.


E é por obvio que neste embarque, as passagens ficaram aquém, e que cabe agora somente aceitar que está dívida contraída, deverá vir no além, assim como tudo que escapa ao familiar.

 

 

 

 

 

 
 
 

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Filosofia, Educação, Arte e Ciência

Eduardo Worschech

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