Nunca Retornar aquela quinta-feira
- 18 de jun. de 2024
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Saudosismo piegas e satírico. O que ouves de tua memória, não cabes em nenhum anal escrito, pois deveras ilusório é tua versão.
O verso nunca é livre, porque escrito ele sempre é por aqueles que antes de ti vieram.
Subverso é a tua vida, mapeada por entre os trechos escolhidos, para sempre repisados e provavelmente repaginados.
Amarelada é esta cópia, que de folheada ganhou dobras, mesmo que para ti pareçam novas, pois de teu suposto arbítrio renasceu.
Não há fim ultimo, ó quinta feira; assim como nunca houve um único começo.
Se pudesses retornar, não mais voltaria, pois saberia que passos teria dado, e assim completaria este quebra cabeça antes mesmo de monta-lo, e concluiria que este fim nunca houve, pois seu começo já havia terminado naquela fatídica tarde de quinta feira.




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