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No Início de Todo Caminho

  • 13 de mar. de 2024
  • 1 min de leitura

Não havia ali um nado sincronizado

ao conforto da vida ao desespero de seu além

a fuga não foi minha

mas daquela mão amiga que abandonou sua

humanidade


Naquela escada rumo ao chão, tive sorte de nunca tropeçar, mas fui levado por todo o além a me lembrar que ali deveria ser um fim.


E nesta continuidade, lançado só por todo dia que o além me deu, fez me recordar que seu lugar não era ali no lado esquerdo do peito.


Aquela multidão não conseguiu cobrir a solidão daquelas primeiras batidas de mão, que substituídas no além por toda contramão, exasperou uma reunião de detratores e sua avidez por toda destruição.


Com cada salto um percalço, cada machucado um além na alma; ao tempo foi dado apenas continuar a se mover, pra onde quer que ele vá.


Se havia alguma pedra no caminho

ainda não sei

pois de todo tropecei

sem que pudesse algo ver.


Na introversão foi como uma ilusão da segurança, um encolher até sumir, que no além serviu de chamariz para que a turba pudesse toda ali seguir.


Prestou-se ao papel de destemido e audaz trapezista por uma eternidade, mesmo que no além soubesse que de nenhuma rede iria ter salvaguarda de um filho querido.


Pelejou contra si mesmo pelo seu próprio bem, tendo toda força do além em seu encalço, rodopio do furacão em seu próprio fim.


Foi aí que ele se salvou, pois embora haja toda devastação, sabemos onde ela gira e tudo aquilo que em ti gravita.


Ao além, deixou todo ele aquém, quando percebeu que novas constelações podem ser sempre vistas, quando olhamos para o mais além.


 
 
 

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Eduardo Worschech

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