Marcas que Determinam
- 14 de jun. de 2024
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Sobrecaí em ti gerações de comportamentos vindos do externo; sem escolha, escolheu a dedo o que conjugou seus desatinos e os embaraços alheios, sem fugas de gênero ou filiação; um dado certeiro em teu coração.
Pensar que um armazelo foi orquestrado seria o mesmo que acreditar que um aranhol é a consequência de uma mente articulada e artística; muito menos, aos grãos que se sobrepõem; depósito do inconstante e transitório, que constrói a esmo o que de estruturado se constituirá.
Com o trem já em seu trilho, seu peso impede-o de cruzar fora deste destino, que subverte a liberdade chamando-a de controle.
Interiorizado este dilema, esvai por completo sua consciência, e passa a ser aquilo que és, sem julgamentos ou pretensões.
Ao comportamento, passa a ser todo o comedimento; conversão da desejada evolução em mera reprodução.
Assim, a catástrofe diante dos olhos de qualquer um que se proste a crer, mostra-se como transtorno que molda como se fosse natural este desenho que ele cria.
Criação sem criador, automatização sem a observação da matéria envolvida; nada mais sério que este composto for resultante de passos não dados por ti, caminhos nas quais você apenas recuperou.
Ao fim, um corte de cabelo e um desleixo de cuidado; uma tentativa de elevar a superfície ao ponto da estrutura, enquanto que desmorona as personas que compulsoriamente deram as mãos para ti e este caos que você não criou, mas que agora vive.




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