Antecedentes existências, Perspectivas cataclísmicas
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Diferentemente das sombras que nos perseguem, nossos anseios nos antecedem por completo
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Ao observar aquela árvore, ela confirmou minha certeza descuidada, de que raízes cada vez ficam mais fortes, e acabam por perpetuar a índole das sementes que germinaram, e os frutos que um dia cairão.
E como a poeira trazida se acumula de maneira hereditária, que sem o vento presente e o sol que resplandece, somente perspectivas perseveram; e o acúmulo torna-se inevitável, talvez até mesmo esperado.
Nesses soberbos galhos que estendidos sobrevivem, confirmam na falta do dia corrido, que um vórtice escoa interminavelmente todos os detritos emocionais que se acumularam por gerações; e se prenuncia em toda manhã, entre anseios e desalentos; frustrações com muitos fins.
Como será que este grave apito toca, sem que se ouça e se espante?. Desafortunadamente, pactos parentais colocam-nos num estado de emergência permanente, inoculados na mais tenra infância, com perpétuos efeitos a nos consumir.
Cheio de sentidos a nos interpelar, significados dignificam um pensar do amanhã, esta antevisão fantasmagórica que subtrai presentes, esquecendo-se de maneira intencional o que pertence ao seu entorno.
Estas retrações, de divagações implícitas e uma sobreposição acelerada de um fisiologismo canhestro, estabelece o corpo biológico como mestre proposital, sobrevivência como princípio e fim.
E assim, aquilo que com acuidade chamaríamos de viver, se esvai por completo do léxico diuturno, conferindo um especial afastamento da circulação e dos batimentos.
Que atropelo mais terrível e ao mesmo tempo fugaz, um martelo que exerce sua função, ferindo tanto a si quanto aos outros.
E nessa esfera de alcance, projeta destinos inconcebíveis, muitos derrames emocionais por minuto, e extrapola em subsunções deletérias, de caráter permanente.
Neste começo sem fim, e de seu fim que marca um não-começo, continuamos aqui a crer, que devaneios sem lastro afetivo poderiam curar este relativo relacionamento.




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