A Curva do Olhar e suas Falsidades

Tudo aquilo não começou propriamente como um jogo, com adversários que se opõe por interesses distintos e peças que se complementam num tabuleiro.
Supus em meu otimismo a qualquer prova que um encontro poderia ter um encaixe de entusiasmo, mesmo que submetido por um sufoco ascendente.
O erro, suposto desajuste vigoroso, era verdadeiramente um contínuo de desastres preestabelecidos, daqueles que por ensaio tornaram-se perfeição.
E por mais delongas que pudessem existir nesta trajetória de ordinária significância, os resultados estavam sempre aquém do pouco esperado além.
E dessas insuficiências ditas, ao tribunal do olhar desfere seu veredito, e condena sem quaisquer piscadela a frivolidade e a não-urgência deste tabuleiro nunca posto.
Um certo tipo de tristeza ansiosa passa a habitar este transitório território, que sabe-se infrutífero e de uma vontade de fertilidade adiada, deixada no bolso da esperança improvável.
A prova, a despeito do desejo inconfessado sobre o esperado, acontece com o consentimento da revelia, pois os sufocos das ausências parecem ter um peso maior nestas solidões.
E é assim que as teimosias da tenra vida ainda aqui estão presentes, conformando que se o passado nunca existiu de fato, lá nunca estive.
E foi-se que apreendi que entradas e saídas não constituem caminhos, o que não me impede de circular em busca da outra ponta que se encaixe.




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