O Julgar a partir de um ponto
- 16 de jul. de 2024
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Um olhar esguio e a força contundente do mais afiado corte, leva-nos aquela aparente inflexão que move destinos universais em direção aos abissais e recônditos pessoais, em sua singular expressão.
Acredita-se que não haveria uma descontinuidade decorrente neste grand cânion ontológico, perspicaz subsunção do particular ao equívoco geral, que familiariza tudo e a todos pelas regras do “já visto”, mas pouco compreendido.
Ainda sem ter tido entendido, sua conversão parece não ter sido efetivada, pois ao centro dos estereótipos não chegou; talvez pelo torto caminho que facilmente alcançou.
Neste espelho deveria ter se enxergado e reconhecido aquela geografia familiar, que lhe colocaria como sobre efeito de mágica diante dos monstros que um dia foram conhecidos como deuses.
Um paradoxo no julgar nasce de sua própria concepção, quando nossas veleidades tomam a força nosso juízo crítico e manipula nosso olhar, e na estática posição, pensa-se integral em toda sua observação.
Não é de maneira alguma singular esta presteza do olhar, pois sua captura apenas remonta ao visto por terceiros e dito em primeiro; como se a novidade parasse por sobre suas pálpebras.
Não é a melhora que precisa de correção, segundo suas intenções; contudo, a esperança se esvai em pó no acelerado processo de decomposição, que se torna um exercício contumaz de esquecimento.
Não sem dúvida, reitero em pensamento que coube ao outro estabelecer a realidade, e que ademais, nada poderia ser exprimida.
Do contento das explanações ao estabelecimento de todas as relações, as regras deste jogo já foram definidas no exato momento do último olhar.




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